Cirurgia Torácica

Cirurgia Funcional

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A abertura do tórax (toracotomia) sempre foi associada com dor na recuperação após a cirurgia. Este acesso pode ser feito de duas maneiras principais:

– Técnica aberta, convencional

– Técnica chamada atualmente de minimamente invasiva, com auxílio de vídeo cirurgia

Nos últimos anos, nos preocupamos em oferecer um melhor conforto no pós-operatório através do controle da dor otimizado. Associamos as técnicas e conceitos da cirurgia minimamente invasiva na cirurgia convencional, aberta. Contamos com os seguintes passos:

1

Orientação pré-operatória

Informação sobre o que será feito, como será feito, suas consequências e cuidados necessários.

2

Analgesia otimizada personalizada

Temos experiência com diversas técnicas para minimizar a dor no pós-operatório. Por exemplo: analgesia peridural, bloqueio intercostal, cateter pleural, entre outras. A dor é um dos motivos de uma internação prolongada e acarreta mais riscos de complicações pulmonares.

3

Técnicas intra-operatórias de preservação da inervação intercostal

Durante a abertura do tórax, o nervo intercostal geralmente é comprimido contra a costela pelo afastador.

Com a técnica de preservação, nós soltamos o nervo e o afastador fica em contato direto com a costela.

No fechamento do espaço intercostal, na técnica tradicional, o fio de sutura é passado ao redor do nervo e, com isso, também fica comprimido no pós-operatório. Na técnica nova, o fio fica entre a costela e o nervo, e assim ele é poupado.

O nervo intercostal é completamente preservado durante toda a cirurgia e, assim, a dor aguda e crônica são menores que nas técnicas tradicionais.

4

Mínimo uso de drenos e cateteres

Temos uma das maiores experiências nacionais com uso de dreno único no pós-operatório, calibre 28 Fr (8 mm).

Adotamos o conceito de “cirurgia funcional”, que é baseado na “fast track surgery”, mais do que um tipo de procedimento, é uma filosofia de trabalho. Tem como prioridade o rápido restabelecimento das atividades habituais do paciente no pós-operatório. As etapas da cirurgia funcional são:

1. Pré-operatório:
Orientação e informação ao paciente (educação pré-op);
Exercícios físicos;
Orientação nutricional;
Redução do estresse.

2. Peri-operatório (cateter pleural):
Cuidado com hidratação intravenosa;
Técnicas minimamente invasivas;
Preservação muscular;
Mínima utilização de drenos e cateteres;
Tratamento da dor com eficiência (analgesia peridural ou por fisioterapia respiratória e motora);
Alimentação e deambulação precoce;
Prevenção do tromboembolismo venoso.

3. Pós-operatório:
Menor morbidade (índice de complicações);
Procedimentos seguros;
Rápida recuperação;
Menor tempo de internação hospitalar (até cinco dias);
Paciente satisfeito.

A toracotomia com o conceito de “cirurgia funcional” é feita com a preservação da musculatura torácica por uma incisão vertical ou horizontal, menor que 10 centímetros.