Cirurgia Torácica

Sequestro Pulmonar

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O sequestro pulmonar é uma massa cística de tecido pulmonar não funcionante irrigada por uma artéria sistêmica anômala, sendo mais comum um ramo da aorta torácica, do tronco celíaco ou das artérias intercostais.

O sequestro pulmonar é classificado como extralobar ou intralobar. O sequestro pulmonar extralobar possui revestimento pleural próprio e é independente do restante do pulmão. É como um tecido pulmonar ectópico e não apresenta comunicação com a árvore traqueobrônquica (sem brônquios). Não contém espaços aéreos e geralmente é irrigado por ramos da artéria aorta ou intercostais. Na maioria dos pacientes, é achado por meio de exame, sem evidência de processos infecciosos ou sintomas.

O sequestro pulmonar intralobar está situado dentro do pulmão e é suprido quase que invariavelmente por ramos anômalos da artéria aorta.

Quando há infecções, aparecem comunicações com o parênquima pulmonar adjacente e inicia-se um ciclo de infecções de repetição. A drenagem venosa é realizada através das veias pulmonares. A localização mais frequente é nos lobos pulmonares inferiores. Cerca de 75% dos sequestros pulmonares são intralobares.

O diagnóstico pré-natal pode ser realizado através de ultrassonografia Doppler. Ao exame de ultrassom, o sequestro pulmonar aparece como uma massa bem definida, hiperecogênica e homogênea. Um sinal patognomônico de sequestro pulmonar é a identificação através do Doppler de um fluxo sanguíneo que vai de um ramo da artéria aorta até a massa pulmonar fetal do sequestro.

Já o diagnóstico pós-natal é realizado por meio de exames de tomografia computadorizada, que determinam a lesão pulmonar e seu suprimento sanguíneo. A tomografia e suas variações (com multidetectores, helicoidal, com contraste e com reconstrução 3D), são muito úteis, pois fornecem imagens com detalhes satisfatórios dos ramos vasculares e da massa correspondente ao sequestro.

Para tratamento dos sequestros, a lobectomia é a primeira opção terapêutica, justificada pelo aumento do risco de infecções recorrentes.